Grande parte dos conflitos em vistorias de saída não nasce no final do contrato, mas sim no momento da entrada no imóvel.
Conteúdo Técnico da Base Imóvel Vistorias
Um dos maiores desgastes na gestão locatícia ocorre quando, após a vistoria de saída, a imobiliária apresenta a cobrança, o proprietário concorda — e a seguradora de fiança nega o sinistro.
Por que imobiliárias devem priorizar vistorias qualificadas — e não apenas rápidas ou baratas
No dia a dia, muitas imobiliárias escolhem o serviço de vistoria com base em:
Armários planejados, cozinhas moduladas e móveis embutidos são frequentemente alvo de cobrança na vistoria de saída.
Portas desalinhadas, fundos estufados, trilhos danificados ou ferragens gastas costumam ser apontados como "danos", muitas vezes sem análise técnica adequada.
Trincas, infiltrações, portas empenadas, descolamento de revestimentos e estufamento de materiais são frequentemente tratados como "dano causado pelo inquilino".
Na prática, muitos desses problemas têm origem construtiva, e a atribuição automática de responsabilidade ao locatário é uma das principais causas de conflitos locatícios.
Infiltração, mofo e umidade: quando o locatário não é responsável segundo a jurisprudência
Infiltração, mofo e umidade estão entre os principais motivos de conflito na devolução de imóveis.
Na prática, esses problemas são frequentemente atribuídos ao locatário sob o argumento de "falta de ventilação" ou "uso inadequado", sem análise técnica da origem.
Portas estufadas, empenadas ou com perda de revestimento são uma das cobranças mais frequentes em vistorias de saída.
Na prática, muitas vezes esse tipo de dano é atribuído automaticamente ao locatário, sem qualquer análise técnica da causa.
Grande parte dos conflitos levados ao PROCON em locações não decorre da inexistência de danos, mas da incapacidade da vistoria de comprovar tecnicamente a responsabilidade atribuída ao locatário.
Em vistorias de saída, é relativamente comum que sejam apontados problemas no imóvel e atribuída ao locatário a responsabilidade por reparos.
O conflito surge quando essa cobrança é contestada e a vistoria não consegue sustentar tecnicamente a imputação de responsabilidade.
Conflitos julgados pelo PROCON envolvendo vistorias locatícias revelam um padrão claro:
na maioria dos casos, o problema não está na decisão de cobrar, mas na incapacidade da vistoria de sustentar tecnicamente essa cobrança.










